terça-feira, 18 de junho de 2013

Dia 18 de Junho Dia do Orgulho Autista!

Em homenagem aos queridos autistas e suas famílias, selecionei um vídeo muito bacana e explicativo para quem deseja entender melhor sobre o Autismo, a entrevista foi concedida pela renomada Psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, confiram!                                                                                      
 
 
 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Projeto Escola para Pais

 
Caros leitores, é uma satisfação imensa poder contribuir com os pais dos alunos do Colégio Bela Vista de São Paulo, através do novo Projeto Escola para Pais! Este projeto tem o intuito de tornar a Psicologia da criança e do adolescente mais informativa e acessível às famílias, e teve a primeira aula realizada em 10/06.
 
O primeiro tema de aula  foi “A importância da participação da família na aprendizagem da criança”, abordando os diversos fatores que podem influenciar positivamente ou negativamente no desempenho escolar das crianças, levando-os à  reflexão de que o contexto familiar tem uma parcela significativa neste processo. A família deve compreender a dinâmica que envolve as relações interpessoais , bem como as características emocionais, afetivas e sociais que fazem parte do processo de aprendizagem e contribuem para a formação da personalidade da criança .


 Enfim, a observação e o envolvimento da família são fundamentais, pois em muitos casos é necessária a intervenção de outros profissionais como: fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos, etc... ou até mesmo uma mudança na rotina , objetivando potencializar a criança para a sala de aula, e para a vida, amenizando ansiedades.

 O próximo encontro será em Agosto com novo tema! Confiram abaixo as fotos do evento:



 
 


terça-feira, 21 de maio de 2013


Entendendo a agressividade


Vai encarar?
 
A agressão faz parte do ser humano, trata-se de um comportamento de defesa frente ao medo, é um reação a alguma situação frustrante, inesperada, e um sentido para encontrar o “outro” que o acolha e contenha, muitas vezes um pedido de socorro por limites.

A agressividade na concepção psicanalítica (winnicottiana), não é o mesmo que violência, o gesto agressivo é que transforma-se em violência.

            Como as crianças ainda estão em fase de aprendizagem para compreender a realidade e a consequência de suas ações, muitas vezes não conseguem compreender a dimensão que seu gesto agressivo causa, como as birras e gritos, cabendo aos adultos a orientá-los verbalmente a compreender as consequências inicialmente e depois através de exemplos e acolhimento para que torne-se cada vez menos frequente o comportamento agressivo.

A agressão, transgressão e violência fazem parte da saúde, é inevitável, mas cabe à sociedade colocar limites e principalmente que estes iniciem-se dentro dos lares.

Os adultos não devem agir  de forma antiética e agressiva com os filhos, pois eles serão reflexos de seu comportamento, se apanham, batem. Existem formas de educar a criança sem o uso de punição física.

Claro que algumas situações fogem ao controle da família, no caso por exemplo de crianças que desenvolveram transtornos psiquiátricos , terão provavelmente dificuldades de lidar com a agressividade, necessitarão de acompanhamento especializado, mas mesmo assim, atitudes corretas dos pais com as crianças podem melhorar e muito a condição emocional nestes casos.

            Podemos concluir esta reflexão com algumas dicas precisosas para prevenir que a agressividade tenha dimensões que não sejam saudáveis para a crianças são elas:

- Pais devem ter uma orientação clara e firme, em todas as situações que a criança comporte-se de forma agressiva, mostrando causa e efeito do seu ato.

- Treinar a criança  a ter empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro), exemplo, se bateu no irmãozinho, mostrar que “dói” , ensinar que “não faça para o outro o que não gostaria que fizesse para você”.

- Acolher, conversar e mostrar a atitude correta.

- Pais devem ser exemplos de tolerância no trânsito, com os familiares, etc especialmente na presença das crianças.

- Não utilizar-se se punições físicas e verbais que só agravam e aumentam o repertório de agressividade, medo e mágoa da criança.

“O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade." Karl Mannheim
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Meu filho no Divã


                                    Era uma vez um castelo...e fim!

Numa manhã ensolarada recebo em meu consultório uma jovem mãe à procura de ajuda para seu filho. Ao entrar, ela olhou atentamente para a sala, para as simpáticas caixas coloridas de brinquedo, e perguntou-me de forma muito espontânea: “Como uma criança tão pequena de 6 anos, como meu filho, pode se beneficiar da Psicanálise? Ele vai sentar aqui e dizer como se sente?“
Para uma pergunta tão original, que fazia todo sentido e com certeza deve ser o questionamento de muitas mães como ela, respondi sorrindo: “Mãe, para a criança pequena, o brincar é o dizer, o brinquedo é a forma pela qual ela consegue se expressar”
Muitos questionamentos foram levantados pelos psicanalistas tradicionais (lacanianos) sobre a aplicabilidade da psicanálise às crianças, uma vez que esta é um saber e uma experiência clínica baseada na fala, onde o adulto expressaria seus sentimentos inconscientes. Então, como funcionaria para os pequenos? Existiria uma verdadeira análise de crianças?
Realmente as crianças não falam como os adultos, mas têm no jogo e no brincar a sua forma preferencial de interpretação do mundo e das pessoas.
E a criança sempre brinca, não importa se o consultório é desprovido de brinquedos, pois aos olhos dela tudo é brinquedo: objetos decorativos, folhas de papel ou almofadas, e se permitida a brincadeira se dá naturalmente tal como a fala de um adulto angustiado. E a partir desta constatação é que nasce, na década de 1920, a psicanálise infantil representada e sistematizada por Anna Freud e Melanie Klein.
Sendo assim, a psicanálise hoje se dá através do método lúdico e não é mais questionada quanto à sua funcionalidade pois está claro que a criança pode configurar quadros neuróticos  assim como os adultos, e de que a criança se expressa através da transferência como forma de comunicação, ou seja, transfere seus sentimentos, medos, raiva, através do simbolismo do brincar, do desenhar, das estórias e do falar, representando assim sua realidade.
Enfim, o brincar pode ser considerado uma linguagem que liberta o que está obscuro na criança e nos permite compreender os seus sintomas, é o caminho para sua cura emocional.