segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
O
que sabemos sobre as crianças e seus paninhos?
Aquele paninho ou bichinho
que a maioria das crianças adotam por si próprias principalmente no momento de
dormir e que são na maior parte de seu tempo “companhias” inseparáveis, tem
grande efeito terapêutico para o bebê, especialmente até seu primeiro ano de
vida, e é nomeado na Psicologia como objeto transicional. Há muitos anos,
grandes teóricos da Psicanálise Infantil como Donald Winnicott, estudaram
crianças e seus objetos e puderam constatar que este muitas vezes é o grande
responsável por auxiliar o desenvolvimento das primeiras manifestações de
comportamento afetivo da criança. Ele reconforta a criança nos momentos de
solidão e insegurança, proporcionando consolo ou atuam como sedativo. O cheiro
e textura são elementos essenciais, e que ninguém se atreva a lavá-los ou
deixar em casa quando se sai, pois para o eu imaturo da criança esta condição
de chupar ou abraçar o objeto é uma forma de auto expressão e de sentido de
realidade, que dá a oportunidade de relacionamento humano, e pode muitas vezes
ser um substituto emocionalmente saudável da figura materna, quando esta mãe e
bebê precisam estar separados momentaneamente. (WINNICOTT, 1999).
E quando a criança
está maior, e leva para a escola o objeto, é como se estivesse levando um “pedaço” de seu relacionamento com a mãe que
data do tempo de sua dependência infantil, do tempo de bebê. Porém quando as
ansiedades a respeito de ir para a escola se resolvem, a criança estará então
apta a renunciar à companhia desse objeto e à necessidade de levá-lo sempre
consigo, trocando-o agora por um carrinho, uma boneca, pelas atividades lúdicas
da escola e a medida que vão adquirindo confiança, renunciam usualmente a estas
coisas. Em todo caso, as crianças costumam sempre chupar o polegar e roer as
unhas, se estiverem enfrentando dificuldades. (WINNICOTT, 1999).
Ainda segundo o autor,
recomenda-se respeitar o objeto e deixá-lo desintegrar-se por si só, por ser
uma herança de afeto da criança pela família e quando a necessidade deste
objeto não passar, os pais devem contar com o apoio da escola para aos poucos
estimular a troca do objeto por atividades ricas em cultura, apropriadas a sua
idade escolar.
Fonte:
Winnicott, Donald W. (1999). Conversando com os Pais. 2ª ed – São Paulo,
Martins Fontes
domingo, 17 de junho de 2012
Geração tecnológica - cuidados e orientações
Quando se fala em Internet, muitas notícias
bombardeiam o imaginário dos pais com questões como pedofilia, riscos de furto
de informações, violência e até dependência.
No entanto, se bem utilizada, a Internet pode
ser saudável para as crianças e jovens auxiliando-as a obterem maior agilidade
mental, coordenação motora, incrementa o aprendizado geral, estimula o relacionamento
afetivo com os demais, pode auxiliar a diminuir a timidez e na adolescência
pode facilitar as escolhas profissionais bem como ampliar a rede de
oportunidades de trabalho e troca de experiências.
Dicas aos pais para
minimizar os riscos com a utilização do computador:
- Estabeleçam horários para utilização da
Internet
- Bloqueiem o acesso da criança ou adolescente
aos sites e links de uso adulto ou fora da classificação etária
- Participem navegando com o filho nas
atividades e redes sociais
- Oriente-os sobre os riscos de uso em lan houses
por ser um ambiente acessível à violência e pornografia
- Para crianças, o perfil em redes sociais não
é recomendado, pois não há benefícios educativos relevantes quando comparado à
sua exposição psicológica desnecessária; além disto, a criança geralmente
dispõe de pouca maturidade para absorver o contato com conteúdos adultos
compartilhados, ficando também expostos ao cyberbulling (nova modalidade de violência
via Internet) e também podem contribuir para desviar o foco nos estudos.
- Estimule seus filhos a encontrarem
entretenimento e diversão no brincar criativo, no contato com outras crianças e
mostrem uma realidade real que com certeza é tão ou mais interessante e
saudável que a virtual.
Portanto, a busca de sensações e a necessidade
de explorar o mundo do jovem e da criança pode levá-los a terem comportamentos
de risco sendo necessário, por parte dos pais, constante monitoramento,
acompanhamento e incentivo ao uso saudável e instrutivo que a Internet oferece.
Filmes relacionados ao assunto:

quinta-feira, 8 de março de 2012
Multitarefas eletrônicas
são saudáveis?
Um estudo feito com
adolescentes nos laboratórios de informática de escolas norte-americanas
(Jones, 2003), observou jovens realizando várias tarefas ao mesmo tempo:
dividiam a tela do computador para fazer seu trabalho escolar e para jogar
algum jogo enquanto escutavam música em
seu MP3 ou teclavam em sites de relacionamento com os amigos. A pesquisa revelou
que embora a multitarefa seja eficaz para gerenciar sobrecarga de informação
temporariamente, é ineficaz para processar informações de forma significativa,
onde muitas coisas importantes se perdem nesta mistura. A multitarefa habitual
também estimula o aumento dos níveis de ansiedade nos jovens, além de
representarem um comportamento de risco quando toma a forma de enviar mensagem
de texto ao dirigir. Por estas razões profissionais da área da saúde mental já
desenvolvem intervenções terapêuticas para auxiliar adolescentes e adultos a
interromperem o hábito da multitarefa.
Fonte:
Boyd, D., e Bee, H. (2011). A criança em
Desenvolvimento. 12. ed. – Porto Alegre, Artmed
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